terça-feira, 10 de maio de 2016

EDUCADORAS, EDUCADORES E ESTUDANTES DAS ESCOLAS ITINERANTES DO MST-PR DEBATEM A RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E AGROECOLOGIA



Por Valter de Jesus Leite

Entre os dias 04 e 07 de maio, em Guarapuava, aconteceram o I Encontro de Pesquisa e Iniciação Tecnológica em Agroecologia  de estudantes das Escolas de Acampamento do Paraná e o I Encontro de Formação de Educadores e Educadoras em Agroecologia  das Escolas de Acampamento do Paraná, que contaram com a participação de 122 participantes, entre eles 80 educadores e 42 estudantes, e é parte integrante do Projeto “Formação em Agroecologia dos jovens do Ensino Médio das Escolas Itinerantes do Paraná: do saber popular ao conhecimento científico para o cuidado com a terra e com a vida” (MCTI/MDA-INCRA/CNPq) que é uma parceria entre Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná e o Setor de Educação do MST-PR.


Entre os objetivos da formação encontra-se o aprofundamento dos estudos sobre produção agroecológica; compreender a relação da produção agroecológica com os conteúdos das disciplinas, no contexto da proposta dos Complexos de Estudo; planejar práticas pedagógicas vinculadas à produção agroecológica; potencializar os processos de auto-organização dos estudantes; avaliar as intervenções experimentais em Agroecologia, realizadas nos acampamentos, indicando alternativas para qualificá-las.
Durante a formação foram debatidos temas como: Agroecologia e agricultura familiar\camponesa, auto-organização dos estudantes e agroecologia, organização do trabalho pedagógico por ciclos de formação humana com complexos de estudo, oficinas de ciências humanas, linguagens, ciências da natureza e matemática enfatizando a importância da conexão dos conteúdos escolares com a agroecologia. Foram socializadas, pelos estudantes, as intervenções agroecológicas em desenvolvimento nas escolas e possibilidades de futuras projeções para qualificar as experiências. Houve exposição de trabalhos produzidos nas escolas, que revelaram a criatividade e capacidade de análise crítica da realidade por parte dos estudantes das mesmas.


No inicio de cada dia foram realizadas místicas que expressaram o posicionamento político diante da atual conjuntura brasileira, bem como, o sentimento de indignação frente aos massacres, impostos à classe trabalhadora no processo de luta pela terra.
Foram distribuídos kits de livros, adquiridos por meio do projeto para cada participante, com os seguintes títulos: Convenção dos Ventos: agroecologia em contos; Caderno de Educação em Agroecologia - De onde vem nossa comida?, Caminhos para transformação da escola 3; Boletim da Educação nº 13 – Alimentação Saudável. Além dos kits para os participantes, as escolas levaram kit de livros com os mesmos títulos para integrar o acervo da biblioteca escolar e fortalecer as ações da Jornada Cultural Nacional Alimentação Saudável: um direito de todos!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Educadores do campo concluem Curso de Especialização em Educação do Campo debatendo os desafios para avançar no projeto pedagógico voltado a emancipação humana

Por Valter de Jesus Leite
Pelo Setor de Educação do MST - PR

  Com o desafio de seguir na construção de uma escola ligada à vida e ao compromisso de arquitetar a Reforma Agrária Popular e o projeto socialista de sociedade, aconteceu entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2016, a 13º etapa do curso de formação dos coletivos pedagógicos das Escolas Itinerantes do Paraná, nas dependências da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTES - Campus Foz do Iguaçu.
  A etapa reuniu duas dimensões complementares do processo formativo dos educadores e educadoras, primeiramente ocorreu 37 bancas de defesa dos trabalhos monográficos que fazem parte da conclusão do Curso de Especialização em Educação do Campo fruto da parceria entre a UNIOESTE -Campus Foz do Iguaçu, Programa Nacional de Educação nas Áreas de Reforma Agrária – PRONERA e Setor de Educação do MST, e por segundo assumiu o caráter de formação, reflexão e planejamento coletivo acerca da implementação do projeto político pedagógico dos Ciclos de Formação Humana com os Complexos de Estudo.
  Em relação aos processos de pesquisa que culminaram nos trabalhos de conclusão do curso, é válido destacar que estes incorporaram como objeto de estudo e análise a própria prática educativa desenvolvida no chão das escolas, perpassando por diferentes dimensões do trabalho pedagógico  no processo de experimentação dos complexos de estudo, como: A relação com a Agroecologia; O papel do pedagogo; A relação escola e comunidade; A auto-organização do estudantes; Cultura Camponesa; Os núcleos setoriais; Formação continuada dos educadores; Trabalho Socialmente Necessário; Ensino da música; O Planejamento por complexos de estudo; Inventário da realidade, entre outros.
  Ressalto que as problematizações realizadas desde os textos nas bancas, apontaram aspectos aos quais posteriormente foram se entrelaçando no processo de formação, evidenciando os limites necessários a serem superados para avançar na intencionalidade pedagógica no processo de formação humana a partir das matrizes pedagógicas da Pedagogia do Movimento.
  No que tange a continuidade formativa dos coletivos pedagógicos, o programa de formação primou por questões candentes do fazer pedagógico das escolas, que perpassam desde a ampliação da compreensão teórica de nossa concepção de educação, e matriz formativa da Pedagogia do Movimento, em sua relação com as práticas e ambientes educativos em marcha em cada escola. Desta forma, foi estudado e debatido temas como: O sistema capitalista e análise de conjuntura do Brasil; Matriz Formativa e as matrizes pedagógicas da Pedagogia do Movimento; Organização coletiva na escola; Núcleos setoriais e auto-organização dos estudantes; Plano de ação enquanto ferramenta estratégica na condução coletiva da escola; Avaliação e instrumentos avaliativos e Planejamento por complexos de estudo.
  Também, se constituiu ambiente para unificar as agendas por meio do calendário de lutas do MST com intuito de ampliar aproximação e canalizar o plano de ação escolar nas lutas e mobilizações da classe trabalhadora.
  Entre as agendas do calendário de luta, ganhou destaque a orientação da Jornada Cultural Nacional “Alimentação Saudável: um direito de todos! ” A qual inaugura sua divulgação no Estado do Paraná neste espaço de formação, provocando efervescentes debates para integrar o planejamento e desdobramentos das ações de forma a mobilizar as matrizes pedagógicas da Pedagogia do Movimento no âmbito do estudo, das lutas e do trabalho social a partir da escola.
  No último dia os coletivos pedagógicos das 10 Escolas Itinerantes e das 3 Escolas de Assentamentos presentes, reuniram-se por escola para planejar o programa de formação do conjunto dos educadores e educadoras durante a semana pedagógica de inserção ao ano letivo de 2016 que acontecerá de 22 à 26 de fevereiro. O planejamento tomou como referência as agendas gerais e estratégias coletivas configuradas para avançar no projeto de escola voltado a emancipação humana e alicerçada nas matrizes pedagógicas do trabalho, da luta social, da cultura, da história e na organização coletiva dos diferentes segmentos da escola, com conhecimento científico intrincado às contradições sociais e com participação da comunidade.








quarta-feira, 4 de novembro de 2015

I Encontro das Crianças das Escolas do Campo - Assentamento Contestado no Município da Lapa-PR

Ana Claudia Santos

Antes de qualquer elemento vale destacar a iniciativa da atividade como uma forma de Luta e de contrapor o fechamento das Escola do Campo, foi diante deste contexto e como fruto de um processo de discussão coletiva do debate da Educação do Campo e do fortalecimento das Escolas do Campo, que no dia 29 de Outubro de 2015 realizou-se o I Encontro das Crianças das Escolas do Campo, no Assentamento Contestado no Município da Lapa-PR, com o Tema " Pelo Direito de Viver e Estudar no Campo". Contando com a participação de 13 Escolas, totalizando um público de 500 pessoas, entre educandos, educadores, oficineiros, e equipes de trabalho (cozinha, limpeza, apoio e coordenação geral do encontro)
O objetivo desse encontro foi a socialização e troca de experiência entre as crianças do campo, apropriação e resgate da cultura camponesa e do direito da vida no campo, possibilitando o acesso a atividades culturais negados historicamente aos camponeses. A programação do dia esteve bem diversificada, no período da manhã iniciou com café coletivo, abertura (mística, dinâmicas e os cumprimentos), logo mais as Oficinas tomaram conta do encontro com uma grande diversidade trabalhando aspectos da Arte, Educação, Agroecologia sendo estas (Quadro de Sementes, Artesanato de Pulseira, Cores da Terra, Arte:colagem de sementes, Dinâmicas dos Bichos e Doim, Customização de camisetas, Capoeira, Brincadeiras Diversas, Agrofloresta, Mandalas de CD, Fotografia, Construção de Brinquedos, Minhocário, Aurículoterapia, Morango Orgânico, Intercâmbio, Mosaico de sementes, Contação de História, Estêncil, Filtro de Sonhos e Alporquia).
Após as oficinas foi servido o almoço. Na parte da tarde as crianças assistiram duas apresentações culturais, Parabolé ( História Tecidos que Contam, com Carlos Moreira) e Palhaços (Apresentação Círculo de Bolso, com Ronaldo e Cris) na sequência foi realizado o Ato de Encerramento e agradecimento, onde foi entregue um certificado de participação para cada escola presente, para os arte educadores, educadores das oficinas, e demais parceiros que contribuíram com a atividade ( a entrega dos certificados foi realizada pelas crianças) e por fim teve a partilha do bolo com os parabéns ao mês das crianças.
" Pelo Direito de Viver e Estudar no Campo"





quarta-feira, 28 de outubro de 2015




CARTA PELO FIM DO PROGRAMA AGRINHO NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO PARANÁ 


Nós, educadoras e educadores das áreas de Reforma Agrária do Paraná e de diferentes entidades que integram a Articulação Paranaense por uma Educação do Campo, reunidos em aproximadamente 600 educadores, no muncípio de Cascavel, entre os dias 2 e 4 de setembro de 2015, realizamos nosso 7º Encontro Estadual, no qual estudamos e examinamos os desafios da educação na atualidade, em especial nas áreas em que atuamos.
Neste processo, de estudo coletivo, verificamos consequências geradas pela ofensiva do agronegócio no campo brasileiro, que embasado na produção de monocultivos em grandes propriedades, prioriza a produção de mercadorias para exportação, visando apenas o lucro de latifundiários e multinacionais, em prejuízo à natureza, à biodiversidade, à dignidade e à vida humana.
Uma das consequências desse modelo de campo e de agricultura, é o fechamento de escolas no campo. Somente no Estado do Paraná, nos últimos 7 anos, foram fechadas mais de 450 escolas[1], fator que dificulta e precariza o acesso ao direito fundamental de educação escolar. Enquanto isso, poucas escolas foram criadas e construídas, isso demonstra a negligência do poder público com a garantia do direito à educação aos povos que resistem, vivem e trabalham no campo.
Outro grave dano, constatado pelo modelo agrícola do agronegócio, é o uso indiscriminado de agrotóxicos, na produção de alimentos, no Brasil. Nos últimos anos, o consumo de agrotóxicos teve um aumento sem precedentes.Estamos sendo envenenados diariamente, ao nos alimentarmos, pois, em média, cada brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxicos (veneno) por ano. Na região Oeste do Paraná, este índice sobe para 12 litros ao ano, por habitante[2]. Não é por acaso que o Brasil se tornou o campeão mundial em uso de agrotóxicos, gerando bilhões de dólares em lucro, para as multinacionais produtoras destes venenos.
É cientificamente constatado os nocivos efeitos à saúde e ao meio ambiente, causados pelos produtos transgênicos e os agrotóxicos. Estudos do Instituto Nacional de Câncer – INCA apontam a relação entre o consumo de agrotóxicos e o aumento dos casos de câncer e de outras doenças. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (2013), 64% dos alimentos estão contaminados por agrotóxicos, o que tem resultado uma média de intoxicação, no Estado do Paraná, de 7 pessoas a cada 100 mil habitantes, sendo no Oeste do Paraná 53,5 casos de intoxicação a cada 100 mil habitantes. No período de 2001 a 2010, os agrotóxicos e as intoxicações foram responsáveis por 6.616 mortes no Brasil[3].
Em congruência com este mortífero projeto do agronegócio, no Estado do Paraná, as escolas públicas estão sendo vítimas de projetos empresariais do patronato rural, sendo a principal expressão, o denominado Programa Agrinho, orquestrado pelo Sistema da Federação da Agricultura no Estado do Paraná – FAEP e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR. O Programa Agrinho, travestido de um programa de educação ambiental, por meio de sua contagiante ilustração, tem promovido processos massivos de formação a-crítica das crianças, jovens e professores, com intuito de promover a valorização do agronegócio, naturalizar os hediondos danos ocasionados à sociedade por este modelo agrícola, mistificando a possibilidade do uso racional de agrotóxicos, em harmonia com o meio ambiente e com a vida humana.
A entrada do Programa Agrinho na escola pública, subtrai a cada dia, o caráter da educação pública de qualidade social e comprometida com o conhecimento científico, com a vida humana e do planeta, que nossa Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, anuncia. Os conteúdos de suas cartilhas ganham centralidade no processo pedagógico e promovem o esvaziamento da escola de conhecimento científico, artístico e filosófico, submetendo o trabalho do professor aos interesses do empresariado do agronegócio, tendo como objetivo crucial a promoção e difusão do padrão destrutivo do agronegócio em detrimento da preservação da natureza, da biodiversidade, do modo de vida e cultura camponesa.
Desta forma, nós educadores e educadoras, no dia 04 de setembro de 2015, em continuidade às lutas desenvolvidas pela Articulação Paranaense por Uma Educação do Campo, realizamos  um ato[4] político em frente ao Núcleo Regional de Educação de Cascavel, em repúdio à submissão das escolas aos interesses dos empresários do agronegócio e pelo fim da manipulação desencadeada pelo do Programa Agrinho.
Em assiduidade aos processos de luta contra este malefício à educação e à sociedade, recorremos ao Ministério Público do Estado do Paraná e ao Conselho Estadual de Educação – CEE para retomarem os processos iniciados pelo Ministério Público, em abril de 2014, pelo procedimento Nº 1122/08, o qual recomendou ao CEE a criação de medidas que impedissem a submissão dos professores e alunos aos programas desenvolvidos pelo patronato rural representado pela FAEP.
Conclamamos a necessidade de uma determinação legal que garanta o fim do Programa Agrinho, por não atender às necessidades das escolas do campo, por não respeitar o caráter da educação pública, a biodiversidade, a vida e promover, paulatinamente, a morte do campo e da cidade.
Lutamos por uma educação do campo e pela produção de alimentos saudáveis, e convidamos todos os trabalhadores a apoiar e participar desta luta contra a mercantilização da educação e em defesa da educação pública e da vida.

Cascavel, 14 de setembro de 2015.




[1] (fonte: cgpec/secadi/mec).
[2] (fonte: GT agrotóxicos/ 10ª regional de saúde).
[3]  (Fonte: SINITOX, FIOCRUZ e MINISTERIO DA SAÚDE).

[4] Para ver vídeo do ato acessar: https://www.youtube.com/watch?v=WwTcacw0ih8

terça-feira, 15 de setembro de 2015

CADERNO DE EXPERIÊNCIAS - PEDAGOGIA DO MOVIMENTO: PRÁTICAS EDUCATIVAS NOS TERRITÓRIOS DE REFORMA AGRÁRIA NO PARANÁ (VII Encontro Estadual de Educadoras/es da Reforma Agrária do Paraná )

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST tem construído uma importante trajetória de luta, resistência e ousadia, no contexto da luta de classes no Brasil, o que lhe confere a condição de incidir na questão agrária do país e junto à sociedade brasileira, desde a ótica dos povos trabalhadores do campo e da cidade.
 No Paraná, no intuito de afirmar politicamente o programa de luta e a construção da Reforma Agrária Popular e somar forças para alcançar os objetivos do II ENERA, o MST assumiu o desafio de realizar o VII Encontro Estadual de Educadoras/es da Reforma Agrária do Paraná, ocorrido entre os dias 02 e 04 de setembro de 2015. Esse importante momento, que contou com o apoio da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES.
Na perspectiva de analisar os elementos relacionados ao processo de educação e formação no MST, o VII Encontro Estadual de Educadoras/es da Reforma Agrária do Paraná tomou como objeto de reflexão a diversidade de práticas educativas e formativas desenvolvidas pelos Sem Terra do MST no Paraná. A elaboração do material abaixo teve por foco subsidiar a socialização de experiências no VII Encontro Estadual de Educadoras/es da Reforma Agrária do Paraná, o que permitiu a organização do presente caderno de experiências, tendo por base um primeiro esboço dos relatos elaborados e apresentados no encontro. (Texto adaptado da Apresentação do "Caderno de Experiências - Pedagogia do Movimento: práticas educativas nos territórios de Reforma Agrária no Paraná") 

CADERNO DE EXPERIÊNCIAS - PEDAGOGIA DO MOVIMENTO: PRÁTICAS EDUCATIVAS NOS TERRITÓRIOS DE REFORMA AGRÁRIA NO PARANÁ

      APRESENTAÇÃO

















domingo, 13 de setembro de 2015

Enera tem o desafio de criar um novo espaço de articulação entre os trabalhadores da educação

Por Maura Silva
Da Página do MST

Entre os dias 21 e 25 de setembro, o município de Luziânia, em Goiás, sediará o 2° Encontro Nacional de Educadoras e Educadores da Reforma Agrária (Enera).
O encontro, que reunirá educadores do campo de todo país, tem como objetivo debater o atual momento da educação pública brasileira, cada vez submetida a uma lógica mercantilizada ditada por grandes grupos financeiros.
Em entrevista à Página do MST, Divina Lopes, do setor de educação do Movimento, fala sobre as perspectivas do encontro e seus principais desafios, que pretende reunir cerca de 1.200 participantes durante os cinco dias de encontro.
Para ela, vivemos num período de crise em que o capital precisa pensar novas formas de se reproduzir, e uma dessas frentes é o avanço cada vez maior sobre a educação.
Diante deste cenário, Divina Lopes ressalta que o 2° Enera terá o papel de propor a construção de um novo espaço de articulação entre os trabalhadores da educação a sociedade, para disputar a educação pública e criar “um novo projeto de educação que garanta a formação dos sujeitos nas diferentes dimensões humanas, numa perspectiva libertadora e transformadora”.

Link da Entrevista

Texto sobre o Empresariamento da Educação escrito pelo Prof. Luiz Carlos de Freitas

 

ATO CONTRA O AGRONEGÓCIO



EDUCADORES  EM ATO CONTRA O AGRONEGÓCIO DENTRO DAS ESCOLAS DO CAMPO

Educadoras e educadores queimaram cartilhas do programa Agrinho na frente do Núcleo de Educação de Cascavel/ PR.
A cartilha é distribuída nas escolas do campo, e ensina as crianças a usar pesticidas na produção. A atividade fez parte da programação do VII Encontro Estadual dos Educadores das áreas de Reforma Agrária, que aconteceu em Cascavel, Paraná.
Ato contra o agronegócio no Encontro Estadual dos Educadores e Educadoras da Reforma Agrária - Paraná
Assista o vídeo

 

VII ENERA - PARANÁ

VII Encontro Estadual dos Educadoras das áreas de Reforma Agrária do PR


Durante a semana de 02 a 04 de setembro, aconteceu o VII Encontro Estadual dos (as) Educadoras (es) das áreas de Reforma Agrária do Paraná,  na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), em Cascavel (PR).
O encontro contou com a participação de aproximadamente 500 educadores e educadoras dos Assentamentos e Acampamentos do estado, têm como objetivo discutir o papel da educação na construção de uma sociedade com justiça social e soberania popular.
Esse importante momento se processa como continuidade dos trabalhos educativos e formativos desenvolvidos nos Acampamentos e Assentamentos, nos Centros de Formação, nos Cursos, nas Escolas, nas Mobilizações e nas Lutas travadas pelo povo Sem Terra sob a bandeira do MST no Paraná, objetivando fortalecer o ambiente de articulação entre os trabalhadores da educação e a sociedade, na luta pela educação pública de qualidade.
O VII Encontro Estadual também se coloca no âmbito de organizar coletivamente denúncias e mobilizações contra o fechamento das escolas do campo, sendo este uma consequência direta do avanço do Agronegócio e da lógica mercantil orquestrada pelos empresários da educação.
O momento é também de preparação para o II Encontro Nacional de Educadoras e Educadores da Reforma Agrária – II ENERA, que ocorrerá entre os dias 21 a 25 de setembro, em Luziânia (GO), com o propósito de aprofundar e ampliar o trabalho formativo junto à base social.(Retirado e Adaptado do site http://www.jornadaagroecologia.com.br)

 

sábado, 25 de julho de 2015




SEMINÁRIO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA  14ªJORNADA DE AGROECOLOGIA

O Seminário da Educação do Campo realizado durante a 14ª Jornada de Agroecologia  no município de Irati-Pr, oportunizou um espaço de debate e construção coletiva da conjuntura da Educação do Campo no Brasil e no Paraná, debatendo temáticas sobre o empresariamento e mercantilização da educação, a necessidade de um debate amplo com a sociedade sobre o documento Pátria Educadora, o enfrentamento aos programas e projetos de educação elaborados, financiados e difundidos nas escolas pelas empresas do agronegócio, a necessidade de uma maior articulação entre os sujeitos envolvidos no processo de luta pela educação do campo, para fortalecer a luta pela resistência dos camponeses no campo. Também pautou-se a importância de pressionar os governos municipal, estadual e federal pelo não fechamento das escolas do campo, pois os sujeitos do campo tem o direito à educação no lugar onde vivem, direito que já esta garantido e conquistado pelos trabalhadores do campo. 
AVANTE TRABALHADORAS E TRABALHADORES  DO CAMPO!

"EDUCAÇÃO DO CAMPO! DIREITO NOSSO! DEVER DO ESTADO! COMPROMISSO DA COMUNIDADE! "